Até o momento, temos 11.040 vias cadastradas em 1.893 locais de 453 cidades de 24 estados brasileiros, sendo 5.081 vias de Esportiva, 5.068 vias de escalada Tradicional Clássica, 662 vias de Bouldering, 78 vias de Artificial, 68 vias de Big Wall, 61 vias de Tradicional Esportiva, 9 vias de Psicobloc, 8 vias de Descida, 4 vias de Esportiva de Exposição e 1 via de Highball Bouldering.
Descrição: As 4 primeiras enfiadas somam 135 m, com proteção fixa. Contando a 5ª enfiada (pouco repetida), são 150 m de via, sendo que esta admite proteção móvel e onde está localizado o crux, de VIIa.
Nenhuma proteção ou parada é chapeleta de aço inoxidável. Quase toda via tem grampo "P". Exceção é a parada P4 que tem uma chapeleta com duas argolas em aço inoxidável e um grampo "P".
1ª enfiada: passe por entre a vegetação e monte na rocha. Suba quase reto e siga as proteções que seguem para a esquerda até parada dupla. Termina na parada dupla P1.
2ª enfiada: da P1, siga para a esquerda na horizontal por uns 5 m. Pode-se reagrupar neste ponto para reduzir o arrasto na segunda enfiada. Siga as proteções: as duas primeiras são bem visíveis, a terceira está acima, um pouco para a esquerda, acima de um gravatá. Mantenha sempre à direita, não pegue a linha de proteções 4m à esquerda da 1ª proteção (esta linha é de via não concluída!). Termina na parada dupla P2.
3ª enfiada: da P2, siga para a direita seguindo as proteções tipo "P" e cruze sobre a linha da via "Palestina", que tem chapeletas de aço inoxidável. Depois de uns 8m a via começa a subir. Mantenha-se à direita, próximo do mato, até a 5ª proteção, e só depois ir para a esquerda passando por uma proteção feita de cantoneira. Esta peça histórica protege o Crux da via. Dali, suba reto para terminar na parada dupla P3.
4ª enfiada: da P3, siga para a direita na linha das proteções tipo "P" e, depois da terceira, suba reto. Ao passar um bloco destacado, vá para a esquerda sem proteções por uns 8 m até a parada dupla P4. Esta é a parada usual onde há o livro de registro dentro de uma caixa metálica.
5ª enfiada: raramente repetida, proteção fixa mas é possível diminuir exposição com proteção mista.
Descida: rapel pela linha do "Rampão". Cuidado com o rapel da P3 até a P2. Tem 30m e, dependendo do estado da corda, pode-se não alcançar sem se esticar o braço.
Histórico da conquista, por Mauro Cesar D'Agostini, março 2019:
"Em 1994, eu, Mauro, Pedroni e Krindges achamos uma linha, onde hoje tem a chapa verde da Camp, que é a 2ª enfiada da via. Deslocamos para o lado e batemos o primeiro grampo, onde hoje tem a parada, e rapelamos limpando o mato até a base onde inicia a via.
Se não me engano, na próxima investida fui com o Juliano que bateu os primeiros grampos da 1ª enfiada e depois de outra investida chegamos à 1ª parada.
Ao iniciar a conquista da 2ª enfiada, coloquei, a nível de segurança, a chapa CAMP com spit. Acredito que os primeiros grampos da 2ª enfiada também foi o Juliano quem colocou. O grampo 3 quem colocou foi o Tiago Balén e o 4º o Bruno, que se jogou na agarra porque o lance estava molhado - foi sinistro, pois a queda era grande. Não lembro quem bateu a 2ª parada. Acho que os grampos 1 e 2 da 3ª enfiada fomos eu e o Guila. Depois toquei direto com alguns móveis até o grampo que fica abaixo da chapeleta de cantoneira onde tem o crux para chegar à 3ª parada - depois batemos um ou dois grampos abaixo para ajustar a linha. Acho que a chapa de cantoneira também fui eu que coloquei, e depois saí pela direita, contornando a vegetação para colocar a 3ª parada - só depois que fizemos a linha que sai reto da chapa para a parada.
Não lembro quem colocou o 1º grampo depois da 3ª parada, lembro que o cabeludo (que estava junto com o grupo) tentou colocar o 2º grampo, subiu um monte se apavorou e voou um monte também - bateu a perna e tivemos de baixar ele e quase carrega-lo até o carro.
Próxima investida, toquei direto do 1º P da 3ª enfiada até a 4ª parada, bati um grampo que depois foi inutilizado com outro colocado posteriormente por desconfiar da qualidade da pedra. Outra investida e toquei novamente do 1º P até onde está a 4ª parada. Acho que bati o 2º grampo da parada, montei o top e definimos com corda de cima a linha que se usa hoje na 4ª enfiada - lembro do Tiago batendo os grampos em top da 4ª enfiada e acho que o Guila também."
Histórico da conquista, por Juliano Perozzo, março 2019:
"Por volta de 1994. Uma linha já estava aberta, passando pelos platôs de matos, protegendo em árvores, com algumas proteções fixas na rocha. O Mauro me convidou para protegermos melhor a via pela rocha limpa. Fui em livre e parando em platôs e nos cliffs, e com auxílio de furadeira a bateria, que naquele tempo era raro, segui protegendo, nem sei, talvez parte das duas primeiras enfiadas da via. Já nem lembro mais como foi a sequência da proteção da via, talvez outros conquistadores possam falar melhor. Esta via teve muitos conquistadores... Ao final, ajudei a montar a parada abaixo do teto, após quatro enfiadas de corda. Acima, um final pouco repetido, difícil, talvez um VIsup/VIIa, um diedro com uma fenda bem estreita e a parada final. Normalmente os escaladores vão até abaixo do teto, onde há um livro de cume numa caixa metálica, e escrevem seus mais diversos relatos. Cuidado com o rapel de 30m, da terceira para a segunda parada, em diagonal. Nó na ponta da corda, estica a alto segurança e clipa na parada. O acesso à via é por trilha com marcações de fita zebrada e sacolas plásticas, à esquerda, uns cinco minutos de caminhada antes de chegar ao arroio junto ao chalé abandonado do Sr. Tessari."
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